segunda-feira, 5 de novembro de 2012

1.Orgulho Castro - Marsha Canham


Catherine Ashbrooke é uma jovem inglesa impetuosa, que se vê dentro de um casamento por um jogo de azar que ela mesma criou, simplesmente para desafiar seu irmão, entretanto acaba casando com o noivo errado...













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PARTES DO LIVRO
"(...)A orquestra continuava tocando e os casais se deslocavam ao redor deles. Montgomery sorria, desafiando-a, acusando-a com o olhar de não atrever-se a continuar.
Ela elevou a mão e a posou no pulso de Montgomery, ao tempo que sentia como ele voltava a enlaçá-la pela cintura. Imaginou que podia ouvir a corrente de murmúrios que percorria a sala ao ver que ela concedia um segundo baile ao recém-chegado de Londres. Era um comportamento escandaloso, tão escandaloso como a maneira que tinham aqueles olhos de meia-noite de lhe sustentar o olhar, reclamando toda sua atenção, relegando todo o resto (a música, as risadas, o cochicho das conversações) a um longínquo plano de fundo. Catherine só podia ver, confusamente, os brilhos das sedas de cores que passavam junto a eles, os brilhantes reflexos da luz das velas nos cristais das janelas e portas. Não se deu conta abso-lutamente de que ele a afastava, dançando, girando, do centro da pista de baile, do salão, até a terraço, dando voltas e mais voltas até deixar atrás as luzes e o barulho, e dançando só entre sombras, sob o céu estrelado.
Aproximou-a para ele, e a abraçou de um modo que a fez sentir perfeitamente ajustada aos duros contornos de seu corpo. Os círculos que descreviam eram cada vez mais pequenos, seus passos se faziam mais lentos, até que virtualmente deixaram de mover-se, e tão somente balançavam brandamente ao compasso da música. Catherine sentia que o coração acelerava, que o sangue lhe pulsava com muita força, e se deu conta de que ambos estavam perigosamente perto. A noite era muito escura e no ambiente só se respirava a fragrância das rosas. Baixou o olhar um instante, e já não foram aqueles olhos os que continuavam mantendo-a enfeitiçada, a não ser a sensual curva daquela boca... uma boca que se apro-ximava da sua enquanto a mão que tinha nas costas subia até sua nuca.
Seus lábios se roçaram, e um tremor sacudiu todo seu corpo. De sua garganta escapou um débil suspiro de protesto, mas nem sequer pôde conseguir que soasse convincente. Todos seus sentidos se centraram na suave e doce pressão daquela boca sobre a sua, naquela língua que pulava e media o terreno, preparando-a para a audaz intrusão que seguiu imediatamente.
Catherine sentiu que seus braços a abraçavam com mais força e que seus lábios se pegavam mais aos seus. Voltou a tentar um protesto, mas tão somente conseguiu lhe proporcionar a Montgomery a pequena abertura entre os lábios que ele procurava, e sentiu, com horror, que aquela língua penetrava possesivamente, procurando o calor de sua boca. Falharam-lhe os joelhos, e o estômago se tornou de gelatina fervendo, tão densa como o chumbo fundido, deslizando-se para suas pernas com cada suave e detalhada carícia. Abria e fechava os punhos. Estendeu os dedos sobre o veludo da levita e foi subindo pouco a pouco... até que suas mãos se agarraram a aqueles largos e poderosos ombros, ao redor da nuca. Catherine se entregava ansiosa a aquele abraço, tremendo ante a força dos braços do Montgomery enquanto a envolviam.
Tinha acreditado conhecer todos os tipos de beijos que um homem podia oferecer...  que mistério ficava por descobrir no simples feito de um roçar de lábios? Os beijos de Hamil-ton, isso sim, enchiam-na de calidez e lhe produziam pequenos calafrios de satisfação em todo o corpo, mais que os beijos de qualquer outro homem que a tinha beijado antes que ele. Mas, ainda assim, o tenente jamais lhe tinha provocado essa corrente de calor líquido que agora mesmo lhe incendiava as veias. e tampouco o corpo do Hamilton tinha atraído jamais a sua daquela maneira, lhe obrigando a fundir-se, a mover-se com ele, a perguntá-la causa e o remédio que havia para aliviar aquela incrível e chamejante tensão. Inclusive sentia a pele mais tirante, e um formigamento no ventre que a levava a querer aproximar-se ainda mais, a querer notar o calor daquele corpo sobre a nudez do dele.
Catherine lhe estava devolvendo o beijo, sabia que o estava fazendo, mas Montgomery deixou de beijá-la de repente, separando-se tão  bruscamente, que dos lábios dela escapou um gemido de desilusão. As sombras escondiam seu rosto, e ela quase não podia discernir mais que suas negras e povoadas sobrancelhas, mas lhe pareceu adivinhar que ambos compartilhavam a mesma sensação de surpresa. Como se ele não tivesse esperado sentir a tormenta de prazer que ela sabia que percorria também seu largo torso.
Montgomery se separou dela, como se já não pudesse responder ante a perspectiva de seguir em contato, e tentou usar um tom desenvolto e frívolo de falar.(...)"
"(...)Desde sua chegada a Achnacarry, Alexander tinha escolhido continuar se vestindo de acor-do com o estilo inglês: casaco, calças escuras, camisa branca e gravata-borboleta. Para seu primeiro jantar em casa lhe tinham procurado um paletó mais formal, de veludo azul celeste ricamente adornado, cujos punhos estavam voltados até quase o cotovelo e bordados com fio de ouro.O paletó estava aberto sobre um colete de cetim com franjas douradas,grampea-
do até o pescoço sob faixas brancas, cheias de laços, combinando com as que brotavam lite-ralmente à altura dos pulsos. Levava a cintura uma bandagem de tartán escarlate e negro, e cujas dobras formavam o kilt, bem preso por um cinturão de couro esculpido. O final do tartán subia em um drapeado sobre o ombro, e se ajustava ao paletó com um broche de pra-
ta com incrustações de topázios. Estava perfeitamente barbeado; o cabelo cuidadosamente penteado, preso em um rabo de cavalo e com alguns cachos caindo sobre as têmporas.
Durante um momento, Catherine quase não reconheceu o seu «marido». Inclusive o mais exigente dos juízes o julgaria magnífico; tinha o aspecto de alguém capaz de subir ao topo de uma montanha e ordenar o nascer e o pôr do sol a seu bel prazer.
Mas, apesar de sua mudança externa, seus olhos continuavam sendo os mesmos. Negros e atrevidos, estudavam a imagem de Catherine no espelho, deixando-a com a clara impressão de que sua apreciação sobre o aspecto que ela mesma luzia se tornou óbvia.(....)"
"(...)Alex voltou a cabeça para ela da janela, e a assaltou um absolutamente incongruente pensa-mento: Alex deveria estar -sempre ante uma janela parcialmente iluminada pelo sol. A luz fazia que sua camisa ficasse quase transparente, que seu cabelo brilhasse como metal fundi-do e seus olhos cintilassem com um profundo, intenso e escuro azul da meia-noite.(...)"

Comentários:

  1. ESSE LIVRO É INCRÍVEL, FANTÁSTICO...O TÍTULO TEM TUDO HAVER COM A PERSONAGEM CATHERINE QUE É VIRGEM E IMPETUOSA, ORGULHOSA...JÁ A RESENHA SÓ MEROS 1% DO QUE ESSA HISTÓRIA MARAVILHOSA NOS OFERECE...FORTE,ROMÂNTICO, SENSUAL, INTENSO...NINGUÉM LEU, NINGUÉM COMENTA...QUE TRISTE..SEM DÚVIDAS UMA BELA HISTÓRIA DE AMOR!

    1. Este livro que foi tão bem recomendado, vou ler depois coloco minhas impressões!
      Anônimo11 de novembro de 2012 03:31 - Gostei mto desse! Final inesperado, mas muito bom livro

    1. Passei os ultimos 4 anos lendo MUITOS romances históricos, eles são meus preferidos. Chegou a ter semana em que li mais de quatro livros, mas entre todos esses livros, o único que não consigo esquecer é essa série. Orgulho Casto é envolvente, divertido, cheio de mistério que vão desenrolando no tempo certo. No começo a Catherine é toda cheia de não-me-toques, mas conforme o livro vai desenrolando, ela cresce, se torna mais madura, forte e com opiniões próprias. O Alex... Ah, nem preciso dizer. É o mocinho mais inesquecível. A primeira noite de amor deles é algo que de vez em quando eu volto pra ler de novo, porque é linda! De longe esse é o meu romance preferido. SUPER recomendo! :)